Portugal defende educação sobre Holocausto para impedir que se repita

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Portugal, signatário e membro observador da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, "assume o compromisso de não deixar esquecer este episódio sombrio da História e reafirma a importância de promover a educação sobre este episódio tenebroso, confiante de que, ao fazê-lo, está a contribuir ativamente para impedir que se repita", afirma hoje o Governo, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Comemora-se hoje o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, assinalando os 71 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

"Nesta data, o Governo português junta-se a todas as vozes que prestam homenagem às vítimas do extermínio nazi e reitera o imperativo de manter viva a memória do Holocausto", lê-se na nota, divulgada pelo ministério de Augusto Santos Silva.

O executivo recorda, também, "a memória daqueles que impediram o extermínio de milhares de pessoas perseguidas pelo nazismo", entre os quais Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio Garrido e Alberto Teixeira Branquinho, "diplomatas portugueses que tomaram em mãos a tarefa de salvar o maior número possível de pessoas de uma morte certa".

O Governo insiste que deverá ser dada prioridade "à educação e à luta contra o ódio, a intolerância, o preconceito, a discriminação e o racismo que levaram ao genocídio de milhões de seres humanos".

"Evocar o Holocausto e promover a educação das gerações vindouras sobre este terrível episódio é, assim, um dever fundamental ao qual o Governo português se associa plenamente", acrescenta o comunicado.

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